Sinto uma dor de alma
com ofegar permanente da respiração,
nestes quartos de hospital,
olho para cada face
o sofrimento é visível
mas a esperança reaparece dia-a-dia.
Alta hospitalar felicidade nos rostos
dia a dia,
dia após dia
já se foram quase todos e
novos vieram.
Os pulmões lentos
tentam respirar,
neste instante só tenho um sonho
poder respirar normalmente,
os olhos queimam-se de sonho,
mas não me posso deitar,
só sentar ou ficar em pé.
Puxo duas almofadas,
olho pela janela
as luzes brilhantes,
vou suavemente com os ponteiros do relágio,
sigo para outra dimensão,
sem recordações do passado,
sem palavras adornadas de ingratidão,
sigo com Deus.
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