Poesia Reflexiva

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Acerca de mim

Gosto de tudo que tenha água, praias, piscina, lagos e que me dê paz de espírito. Pessoas de alma pura sem segundas intenções, animais e plantas.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

As razões do amor não tem fundamento

as lágrimas não rimam com a realidade

o real é uma coisa a verdade é outra

onde está a esperança está a loucura

do querer e não querer

do morrer e viver

do ir e vir

do regressar e partir.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O sonho

Eu tenho um sono

não conhecer o sofrimento

não saber o que é a dor

não conhecer os opostos das benevolências

não sentir tristeza

emanar laivos reluzentes

de laços de paz

banhar-me em lagos paradisíacos

amar sem questionar

como os ponteiros do relógio

firmes no círculo

do início para o fim

do fim para o início

e ficar no manto terreno

nas estalagmites frescas

do sol.

O jogo

Nesta sala de paredes brancas

tubos redondos e rectangulares colados às paredes

apitos agudos das máquinas verdes e azuis

sangue circulando em linhas transparentes,

doentes escondidos no sofrimento

lençóis pendurados para servirem de cortinados

quadro branco escrito gestão de doentes

caixotes amarelos com lixo sanguíneo

duas janelas onde o céu vive

torres altas ao longe

encostados a telhados brancos

e copas de árvores.

Cinco camas

enfermeiros a circular

uma televisão ligada

um doente de cadeira de rodas a entrar

uma auxiliar a deitar o doente

segue o enfermeiro

máscara

luvas

segura nas agulhas

espeta-as na carne

liga a agulha à linha

o sangue circula das linhas ao filtro

do filtro às linhas

conecta-se à outra agulha

aos poucos o rim artificial

limpa o sangue

como um castigo indeterminado

uma sensação alérgica

queima-me o peitoral

tosse exaltada

tenta abrir-me os agrafos

aperto o peito

aos poucos a respiração

normaliza

aceito esta cruz

jogo o jogo

sem sonhos para ganhar

só apenas jogar.

sábado, 4 de julho de 2009

Sorrir

As janelas estão fechadas,

não se podem abrir,

o sol já incidi fortemente

mais um dia nesta terra maravilhosa,

prisioneira das minhas fraquezas,

das entraves de maleitas,

escondidas nas células.

Quero fugir

ultrapassar todos os obstáculos,

recolher-me num espaço de paz

sem palavras falsas, injustas,

sem relíquias pesadas do passado.

Renascer como as hortenisas

florir todos os jardins

fechar as pétalas com as estrelas

abrir de manhã no nascer do sol

apenas só apenas

sorrir.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Não sei

Não me digam nada,

não me perguntem nada,

porque não sei

As grades aprisionaram-me

o inferno penetrou no meu corpo

O frio e o calor devoram-me

o emagrecimento reduz-me a nada.

Seguir com Deus

Sinto uma dor de alma

com ofegar permanente da respiração,

nestes quartos de hospital,

olho para cada face

o sofrimento é visível

mas a esperança reaparece dia-a-dia.

Alta hospitalar felicidade nos rostos

dia a dia,

dia após dia

já se foram quase todos e

novos vieram.

Os pulmões lentos

tentam respirar,

neste instante só tenho um sonho

poder respirar normalmente,

os olhos queimam-se de sonho,

mas não me posso deitar,

só sentar ou ficar em pé.

Puxo duas almofadas,

olho pela janela

as luzes brilhantes,

vou suavemente com os ponteiros do relágio,

sigo para outra dimensão,

sem recordações do passado,

sem palavras adornadas de ingratidão,

sigo com Deus.

A minha paz

Com uma tesoura se pudesse
cortava todas as pontas do passado
todas as pessoas que me desiludiram
estragaram os meu momentos
julgaram perfidamente,
aniquilaram.

Com uma pena
fazia festas
em todas as pessoas humanitárias
que me deram a mão,
quando as minhas forças já não existiam,
quando a minha respiração ofegava,
quando as minhas esperanças desiludidas
matavam-me lentamente.

Olho o céu do horizonte
tantos anjos da guarda para me darem mão,
não tenho que ter medo
os meus deuses protegem-me.

Abandono-me e deixo-me ir
para a paz.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O vómito

Arroz branco sem sabor de nada

omelete de crustáceos

ainda por encontrar

couves mal cozidos

abacaxi preto.

O almoço está posto

agora é engolir

coma o farnel senhor

quer ficar arrebitado

não torça o nariz

cheira a marisco.

Maldito chouriço

que engolia

o sal que exagerava

agora foi operado

por ser guloso,

coma o que há

não seja esquisito

se emagrecer não há problema

coma o que há

não me enerve homem

pronto já vomitou

pelo menos não suja a fralda.

O rei nu

Lá longe vejo
passar o rei nu,
ouro nas orelhas
corrnetes cintilantes no cu,
vai direito
eufórico
vaidoso
feliz,
chapéu alto
salto escondido dez cm
unhas limadas
corpo perfumado
prazeres satisfeitos
barriga cheia
aias e criados
em centopeia
lá vai o rei nu
pensa que vai revestido
afinal é um corpo gordo
cabeludo, despido

Ser feliz

Ao fundo há um monte fugaz

em rodeio violado por telhados vermelhos

paredes brancas

antenas de centopeia

caixotes anárquicos

de cimento oco

com janelas escondidas

camufladas por stories

semi-corridos.

Bate o sol do meio-dia

ouve-se a cocidade frenética

civilizacional,

a fome aperta os estômagos,

as sebes anseiam por uns chuviscos,

mas o tempo não está para mudanças

é Verão.

Quem não deseja

circundar a beira-mar,

espreitar as rochas seculares,

molhar os pés,

baloiçar-se nas ondas,

sem pensar em mais nada

apenas em ser feliz

O encontrar a paz

Fecho os olhos as sombras agrestes dos arbustos

invadem-me das suas penugens

envolvem-me num manto amarelo vio

aveludado.

Estou preso tento soltar-me

mas as amarras são mais firmes do que a minha força.

Deixo-me levar não há outro meio de resolução

para onde irei?

Abro os olhos estou

onde sempre tive

no materialismo circundante, esbanjante, interesseiro

nas acções imprópris, indignas do ser humano.

Não, não é isto,

não quero voltar ao passado onde já permaneci

padeci e perdi

Abandono tudo,

agarro ao meu corpo

a verdade, a pureza

e fujo para sempre

sem saber para onde ir,

mas não interessa aqui

neste matigal de arbustos hipócritas retiro-me

deixo-os na sua paz e eu vou encontrar a minha.

terça-feira, 30 de junho de 2009

A fé

Nas minhas mãos circula o snague,

velozmente pulsa, pulsa o coração,

bata devagar, resistindo, resistindo,

chama de luz que quer ser reacendida.

Como é dorida a cruz do sofrimento.

Dor massacral bemvinda â vida,

sem tristezas no olhar, sem pensamento.

Abandono-me em ti meu Deus.

Abro os olhos o horizonte é mais pálido

Tantas outras vidas pregadas â cruz,

consciente deste novo r.

Senhor dá-me força para crescer na tya féenascer

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Viver

Na calada da madrugada a respiração ofegante
desespera entre a vida e a morte,
luta veemente por viver,
ainda é cedo de partir
os dias são belos
o sol aprazível
a chuva encantadora
o mar belo.

Força, coragem
a vida vai correr nas veias
como o rio nas águas tranquilas
nos percursos inantingíveis
até a descoberta do mar,
o paraíso de rosas de
mil uma cores que atravessam a eternidade.

domingo, 28 de junho de 2009

A força de viver

Cai a chuva miudinha
sobre o relvado verdejante.
É bela a eloquência dos telhdos de marfim
das janelas fechadas
dos cortinados de lado,
dos gatos escondidos
nos guarda-fatos
dos passos apressados
de quem não espera chuva de Verão
e há muito se esqueceu do guarda-chuva.

Os cheiros vagos repassam pels janelas,
o calor nos dias escaldantes anteriores
goteja pela pele
camisa fina sufoca o corpo
pés inchados sufocam nos chinelos
dor no peito habituais
tosse dolorosa.

Nesta janela ao fundo
as rosas estão mais floridas,
os carros estacionados brilham,
os arbustos mais longos e cumpridos
a força de viver mais viva.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O renascer

As asas do paraíso foram-se no enxoval

das peças acumuladas de luxo.

Tudo foi...

As moedas foram lançadas ao desbarato

entre guerras, iras de ódio

e vergonhas.

Todos os bens misturam-se nas águas,

após torrenciais quedas de água.

E a croa não valeu de nada,

o criado fugiu com o ouro,

o ouro foi roubado

e mais tarde apareceu no lodo,

pepita a escassa pepita,

e tudo se voltou a unir.

A terra o que é da terra,

Ao mar o que é do mar,

ao homem e que é do homem

e assim se fez a vida,

dia a dia sem hesitar,

tudo voltou à origem

e a origem brotou o renascer.

O sofrimento

Os canteiros de rosas no realce de um olhar

apaixona os dias prisioneiros, instáveis

e rotineiros nos desencantos da vida.

O sofrer efectivamente,

não é sabor que se queira provar,

mas quem já de si o provou

e no final descobriu o paraíso?

O olhar puro

As moedas perderam-se efectivamente na penumbra dos encantos.

Os olhos endiabrados felizes, construtores do mundo

ficaram nas poeirentas cadeiras de abono da avó,

tantos novelos de várias cores se enrolaram

e construiram um ramal aconchegante

peças de vestuário de vestir.

Agora o branco esfumou-se numa cor inexacta

nem amarelo, nem bege,

cor encardido quando se esfrega o passado

cor assombrada da penumbra dos fantasmas.

Os dias acotovelam-se rotineiros,

mas que pena os teus olhos não se tornaram rotina,

ficaram franzidos,

apanharam os defeitos das obras humanas,

os pós castanhos dos prazeres mundanos.

Deixa-me voltar olhar os teus olhos de antigamente,

não os feche na obscuridade das vicissitudes,

quanto e bela a verdade, a moralidade,

quando prazer está no encanto de um simples olhar puro.

O sol crescente

O sol cresce na penumbra azul reflectida

desde o antigamente.

O presente avança de empurrão das lacunas do passado,

como as noites fossem vermelhas

estreladas com candeeiros reflectidos

nas brumas das sereias escondidas.

As noites não podem ser sempre tristes

e fendidas com os lobos

escondidos nas silvas dos muros

antigos colados entre si

por camadas finas de terra.

O elo entre a chuva doirada

as amoras preguiçosas

teimosas em aparecer

nas silvas epnduradas

como brincos de princesas

aliciando o princípio

nos mistérios

do amor.

domingo, 14 de junho de 2009

A traição

Com sete punhais o teu punho me espetou,

meigamente sorriu, fingindo que nada aconteceu.

Os teus dedos não vacilaram,

a tua língua labaredas derramou,

sou eu do outro lado da linha amor,

está a quase, falta um instante,

seremos livre para nos amar.

Pé ante pé, pela areia

com o mar a bater na rocha,

a traição do teu corpo espelhava

a injúria da tua maldade.

Reles troca, reles escolha,

lá no alto os Anjos

não estão cegos

não se deixam enganar

pelas malfeitas espertas

que não receias em manobrar.

Continuas alicerçando

os pêndulos da tua felicidade,

Deus é grande,

quem quer construir felicidade

sobre a infelicidade alheia,

caia de susto,

na miséria,

no fogo do Inferno será o destino justo.

Continua na manipulação,

na hipocrisia,

o dia volta a nascer

mas a tua orquestração,

finda com a humilhação

da tua traição.

Continua na usurpação fingida

a tua vil, feia, gorda perdição,

derramará os teus ossos na sopa de massa

e degustará até à exaustão,

não sobejará resto de nada,

serás deglutido até às banhas das entranhas.

Receberás a traição sete vezes mais,

nenhuma oração te salvará.

Quando morreres os teus dedos

não poderão telefonar,

o teu amor infindável,

estará no imerso de outro mar,

a quem traiste foi-se,

mas estas palavras

nunca mais te abandonarão,

pagarás o preço com juros

de todas as traições que manipulaste.

Qual a sensação da traição?

domingo, 7 de junho de 2009

A reacção

Nada acontece se as nossas mãos continuarem para baixo e a nossa cabeça continuar cabisbaixa sem reacção. Os acontecimentos à nossa voltam requerem reacções, não vamos ficar impávidos perante as manifestções contráriq à essência humana.