Ao fundo há um monte fugaz
em rodeio violado por telhados vermelhos
paredes brancas
antenas de centopeia
caixotes anárquicos
de cimento oco
com janelas escondidas
camufladas por stories
semi-corridos.
Bate o sol do meio-dia
ouve-se a cocidade frenética
civilizacional,
a fome aperta os estômagos,
as sebes anseiam por uns chuviscos,
mas o tempo não está para mudanças
é Verão.
Quem não deseja
circundar a beira-mar,
espreitar as rochas seculares,
molhar os pés,
baloiçar-se nas ondas,
sem pensar em mais nada
apenas em ser feliz
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