Fecho os olhos as sombras agrestes dos arbustos
invadem-me das suas penugens
envolvem-me num manto amarelo vio
aveludado.
Estou preso tento soltar-me
mas as amarras são mais firmes do que a minha força.
Deixo-me levar não há outro meio de resolução
para onde irei?
Abro os olhos estou
onde sempre tive
no materialismo circundante, esbanjante, interesseiro
nas acções imprópris, indignas do ser humano.
Não, não é isto,
não quero voltar ao passado onde já permaneci
padeci e perdi
Abandono tudo,
agarro ao meu corpo
a verdade, a pureza
e fujo para sempre
sem saber para onde ir,
mas não interessa aqui
neste matigal de arbustos hipócritas retiro-me
deixo-os na sua paz e eu vou encontrar a minha.
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