As moedas perderam-se efectivamente na penumbra dos encantos.
Os olhos endiabrados felizes, construtores do mundo
ficaram nas poeirentas cadeiras de abono da avó,
tantos novelos de várias cores se enrolaram
e construiram um ramal aconchegante
peças de vestuário de vestir.
Agora o branco esfumou-se numa cor inexacta
nem amarelo, nem bege,
cor encardido quando se esfrega o passado
cor assombrada da penumbra dos fantasmas.
Os dias acotovelam-se rotineiros,
mas que pena os teus olhos não se tornaram rotina,
ficaram franzidos,
apanharam os defeitos das obras humanas,
os pós castanhos dos prazeres mundanos.
Deixa-me voltar olhar os teus olhos de antigamente,
não os feche na obscuridade das vicissitudes,
quanto e bela a verdade, a moralidade,
quando prazer está no encanto de um simples olhar puro.
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